segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Retiro do estranho não oculto.

Por que me incomodaste tanto?
Por que gosto de me irritar com a estupidez vinda de ti?
Por que olho em seus olhos de terra e me aprofundo na tristeza e alegria vivida por Gibran?
Será que a pele marcada pela bela travessura não poderá ser aberta por mim com um simples sorriso, e queimar-lhe a alma com um doce olhar?
O que ocorres contigo, meu ser estranho, que tanto te ocultas e não deixa-se levar?

Deve ser o medo da aventura em um novo músculo vital, em uma alma cheia de mistérios, que ao mesmo tempo que transpira a primavera, queima-lhe as narinas com o odor do enxofre.
Por se dizer aventureiro, me diga, ó retirante das estações, por quê?
Aproveite que a primavera ainda pode ser primavera...

Ciclo vicioso.


...um dia, depois de esperar anos, um jovem rapaz aparece. Faz ela acreditar em contos de fadas.

Do nada, ele a atira no tempo.

Com essa notícia, ela leva uma facada. Mas ele é quem não sabe que a facada maior está para vir e atingi-lo nas costas.
A facada é a solidão.
Depois o arrependimento.

Coitado, ela já tem outro.

Um dia, depois de esperar anos, uma jovem moça aparece...

sábado, 7 de março de 2009

Consequência


















Um segundo,
um instante,
um milhão de emoções,
um milhão de pensamentos.
Um beijo, mil vidas.
Um sentimento, duas pessoas.
Um suspiro, bodas de ouro.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Khalil Gibran - Asas Partidas


“O coração da mulher não muda com o tempo e não se transforma com as estações. Agoniza longamente, mas não morre. O coração da mulher é semelhante aos campos onde os homens travam suas guerras e perpetram suas matanças. Arrancam-lhe as árvores, queimam-lhes a grama, mancham-lhes as pedras de sangue, plantam ossos e crânios no seu solo. Mas eles permanecem tranqüilos e pacíficos e, neles, a primavera continua a ser primavera...”