quinta-feira, 22 de maio de 2014

Tenho sede.
Sede de águas desconhecidas. Sede de cheiros penetrantes, de calores exorbitantes, de ósculos longos e escaldantes.

Sede de estar só.
Em um só completo, onde posso excruciar-me e acalentar-me, chegando ao limite e ao supremo para, enfim, repousar em paz.

Sede de estarmos sós... sede de sermos completos.
Sede de apagar a luz e ver todos os meus sentidos, homologando os nossos desejos.


Sede de ser.

(Foto: Quadro Meus Eus, Lara Salgado.)