Sede de águas desconhecidas. Sede de cheiros penetrantes, de calores exorbitantes, de ósculos longos e escaldantes.
Sede de estar só.
Em um só completo, onde posso excruciar-me e acalentar-me, chegando ao limite e ao supremo para, enfim, repousar em paz.
Sede de estarmos sós... sede de sermos completos.
Sede de apagar a luz e ver todos os meus sentidos, homologando os nossos desejos.
Sede de ser.
(Foto: Quadro Meus Eus, Lara Salgado.)

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