Tome meu dinheiro, já não me importa mais viver.
Pode ficar com meu relógio, teremos somente duas horas de prazer.
Não me importa o que você faça, quero que venha logo, quero que me satisfaça!
Darei a você o meu amor, pois dele não mais preciso.
Talvez esteja louca. O que me importa? Nunca tive juízo.
Sou dama, sou de classe, mas agora, nada adianta falar.
Nesse quarto, só nós dois, o importante é ser vulgar.
Jogue caramelo no meu corpo e veja como é doce o fim
Me estrangule, me bata. Quero chegar ao estopim.
Já retirastes o batom vermelho de minha boca
Agora pegue seu dinheiro, vou vestir a minha roupa.
Você quer que a porta fique aberta? Pra mim, tanto faz.
Choro de desgosto; minhas lágrimas não me trazem paz.
Sim, eu sei. Estou acabada agora, mas não, não fiz por mal.
O sexo foi gostoso, o momento foi precioso, ele foi genial.
Não foi com meu marido, muito menos com o cara ideal.
Foi com um marginal.
(Inspirado em Garoto de Aluguel - Zé Ramalho)
sábado, 12 de julho de 2014
Nuptialis
Como estou linda.
Consegui perder os últimos 2kg que me restavam. O branco não me faz mais gorda. Na última prova do vestido, ele estava meio apertado. Mas agora, está perfeito.
Meu cabelo! Como consegui ficar esses últimos dez meses sem um corte diferente? Bem que minha mãe avisou-me que, se eu aprendesse a ter paciência, ficaria perfeito para hoje... mãe. Queria que a senhora estivesse aqui... Ai, que falta a senhora me faz! Acalme-se Aurora, você não pode borrar a maquiagem! Não agora...
Tente lembrar-se de todos os passos corretamente... por que continuo a dizer isso em voz alta? Já sei o que devo fazer e falar. Não é tão difícil assim... então por que o nervosismo, meu Deus? Serão só algumas horas de tensão. Daqui a pouco, estarei dançando e bebendo. E estarei despenteada. Hahahahahahaha....
Mais um pouquinho de batom vermelho. Ainda bem que meu pai não está agora aqui, senão falaria um monte. Como assim, batom vermelho! Minha menina, você não tem idade para isso! Tenho vinte e oito anos na cara, mas, para ele, para sempre serei sua "pitico".
Todos os pais são iguais. Acham que vão perder a gente. Mal sabe ele que, a cada dia, me ganha mais e mais...
Toc Toc Toc
-Aurora, você está atrasada.
Nossa, estava pensando nele, que engraçado.
Ok, é agora. Estou pronta. Hora de ver aqueles rostos familiares me desejando felicidades. Hora de ver meu futuro esperando-me, tão nervoso quanto eu.
Hora de ir para o altar.
Eu meu
Meu corpo está repousado, sem vergonha, sem panos. Meus dedos passam pela pele macia dos meus 20 anos. A cada curva, descubro um novo arrepio. Não sabia que poderia ser tão sensível...
Olho para o lado. Dou um pequeno sorriso para a solidão.
Percebo que minha mão se encaixa perfeitamente em meus seios. Acho que elas nunca sentiram tamanha suavidade e textura como agora. Meus lábios também não... eles estavam descobrindo a minha pele docemente salgada. Meu olfato estava se familiarizando com esse cheiro que, minha mente constantemente pensava, seria rotineiro.
Meus braços longos, que alcançam meu dorso, exploram ansiosos toda extensão do meu corpo.
Quantas curvas...
Minhas nádegas, que sempre receberam tapas, sentem a delicadeza de minhas carícias. As marcas existentes viraram apenas complementos para os meus novos olhos. Esses olhos que nunca viram tamanha beleza...
Meus pensamentos, junto com meus longos dedos, brincam com as fendas do Monte de Vênus. Essas fendas que brincam com meus pensamentos, atiçando e cobiçando meus longos dedos....
Meu corpo quer ficar junto a mim; ele quer sentir-se todo. Contrações.
Olho para mim. Dou um largo sorriso para minha completude.
Olho para o lado. Dou um pequeno sorriso para a solidão.
Percebo que minha mão se encaixa perfeitamente em meus seios. Acho que elas nunca sentiram tamanha suavidade e textura como agora. Meus lábios também não... eles estavam descobrindo a minha pele docemente salgada. Meu olfato estava se familiarizando com esse cheiro que, minha mente constantemente pensava, seria rotineiro.
Meus braços longos, que alcançam meu dorso, exploram ansiosos toda extensão do meu corpo.
Quantas curvas...
Minhas nádegas, que sempre receberam tapas, sentem a delicadeza de minhas carícias. As marcas existentes viraram apenas complementos para os meus novos olhos. Esses olhos que nunca viram tamanha beleza...
Meus pensamentos, junto com meus longos dedos, brincam com as fendas do Monte de Vênus. Essas fendas que brincam com meus pensamentos, atiçando e cobiçando meus longos dedos....
Meu corpo quer ficar junto a mim; ele quer sentir-se todo. Contrações.
Olho para mim. Dou um largo sorriso para minha completude.
Uma nova mente, um velho problema.
Ela disse: Adeus.
As mãos dela profetizaram o que um dia foi escrito.
Ele sente a facada da solidão e as torturas do arrependimento.
Ela avisou que arrumaria outro... Muitos outros vieram.
Ele é atormentado por sua própria mente e seus códigos.
Ela, emancipou-se.
Não deseja mais as mãos fogosas e brutas que atiçavam-lhe a cona durante o silêncio na mesa de jantar.
As palavras que soavam doce no ouvido transformaram-se em correnteza, que ensina aos sábios que a água do rio nunca é a mesma.
O sumo que escorre pela senaita não são mais por causa dele.
O balbuciar de suas falácias irritam-na, apiedam-na, mas não a emburrecem.
Ele deve se cuidar.
Ela, continuar.
Ele ri e se embola, e se enrola, e não se controla... Ele a apavora.
Ela, tenta ajudar. Ele, só quer se martirizar.
Mas uma vez as mãos dela irão profetizar: Seu fim? Se internar.
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