Meu corpo está repousado, sem vergonha, sem panos. Meus dedos passam pela pele macia dos meus 20 anos. A cada curva, descubro um novo arrepio. Não sabia que poderia ser tão sensível...
Olho para o lado. Dou um pequeno sorriso para a solidão.
Percebo que minha mão se encaixa perfeitamente em meus seios. Acho que elas nunca sentiram tamanha suavidade e textura como agora. Meus lábios também não... eles estavam descobrindo a minha pele docemente salgada. Meu olfato estava se familiarizando com esse cheiro que, minha mente constantemente pensava, seria rotineiro.
Meus braços longos, que alcançam meu dorso, exploram ansiosos toda extensão do meu corpo.
Quantas curvas...
Minhas nádegas, que sempre receberam tapas, sentem a delicadeza de minhas carícias. As marcas existentes viraram apenas complementos para os meus novos olhos. Esses olhos que nunca viram tamanha beleza...
Meus pensamentos, junto com meus longos dedos, brincam com as fendas do Monte de Vênus. Essas fendas que brincam com meus pensamentos, atiçando e cobiçando meus longos dedos....
Meu corpo quer ficar junto a mim; ele quer sentir-se todo. Contrações.
Olho para mim. Dou um largo sorriso para minha completude.

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